Rodas de Conversa
Participação de Nádia Tupinambá e Ananias Ney Viana (Kaonge)
Roda de Conversa “Reflorestar o cinema: comunidade, vivência e partilha”
Estação Ferroviária de Cachoeira
10:00h
11/06


Nádia Akawã Tupinambá
Filha, mãe, avó, liderança indígena, vive na aldeia Tukum, Território Indígena Tupinambá de Olivença. Graduada pela Universidade Estadual da Bahia – UNEB; Arte Educadora Indígena e Popular, artesã, formadora de educadores indígenas da Bahia pelo Programa Saberes Indígenas nas escolas e na formação continuada. Membro do Conselho da Universidade dos Povos, Membro do Fórum Estadual de Educação escolar Indígena. Escritora, diretora audiovisual, produtora cultural, palestrante, conferencista, cerimonialista nas representações dos assuntos indígenas. Mestra da Tradição Oral e membro da comissão de Mestre e mestra Griô da tradição oral. Reconhecida como mestra de saberes através do prêmio de preservação dos bens culturais populares e identitárias da Bahia Emilia Biancardi 2020. Mulher medicina, conselheira espiritual e conselheira do Movimento plurinacional Wayrakuna uma rede artístico filosófica de indígena mulheres da América Latina e global, Conselheira Fiscal do Instituto wayrakunas. Orientadora das plantas a serem utilizadas antes durante e após o parto, manipuladoras das ervas medicinais de cura, condutora das cerimônias com medicinas da floresta Ayawaska, cerimônia do Tabaco Rezado e Cantado com Memórias das Avós, da Cerimônia do sopro sagrado (rapé Tupinambá), cerimônia do templo sagrado (útero) das mulheres para a cura ancestral com a ginecologia natural curativa e preventiva à mulheres de todas as idades. Parteira, cuidadora e guardiã das sementes nativas e dos saberes ancestrais e imateriais; massoterapeuta e terapeuta holística, fundadora da articulação da Teia dos Povos do Sul da Bahia.


Ananias Ney Viana
Quilombola e ativista, é educador popular com atuação no desenvolvimento territorial e de comunidades quilombolas. Coordena o Conselho Quilombola da Bacia e Vale do Iguape e o Núcleo de Desenvolvimento dos Quilombos do Território do Recôncavo Baiano. Além disso, é conselheiro estadual de saúde e membro titular do Fórum Estadual e Nacional de Economia Solidária. Com ampla atuação cultural, é coreógrafo, compositor e vocalista do grupo de samba de roda Suspiro do Iguape, além de percussionista. Também atua como modelo, palestrante e mediador de conflitos. Reconhecido por sua trajetória, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela OCB em parceria com a FEBRAICA e teve seu Notório Saber certificado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde passou a atuar como professor. Atualmente, é coordenador nacional da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas).
Participação de Anti RIbeiro e Antônia Ágape com mediação de Thacle de Souza
Roda de Conversa “Ética e Política das Imagens”
Estação Ferroviária de Cachoeira
11:00h
12/06


Anti Ribeiro
Bacharela em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Sua prática artística investiga formas não convencionais de fazer e sentir o cinema, com ênfase no trabalho com som e paisagens sonoras. Acredita que o som, enquanto força sensível, abre portais para um fazer cinematográfico que transcende o campo da visualidade, permitindo experiências estéticas e narrativas pluriformes. Explora o cinema de maneira interdisciplinar, tomando a ficção como ferramenta para a criação de novas linguagens e possibilidades sensoriais. Entre seus projetos recentes estão os cursos “Ficção Como Arma de Guerra” e “Ficção Sônica: o encontro da sonoridade com a ficção científica”. Atuou também na curadoria de festivais e mostras como o FestCurtasBH (MG), FINCAR (PE), Mostra Macambira (RN), Mostra Correnteza (PE), entre outros.


Antônia Ágape
Nasceu em 1º de 08 de 1959, filha de Luzia da Silva Pereira e Ulrico Francisco Pereira, na Paraíba. Mãe, de família negra e explorada por latifundiário de terras locais. Pai, filho de mãe Potiguar tirada a laço da aldeia em que vivia no Rio Grande do Norte, aos 11 anos de idade para trabalhar em casa de família de político em João Pessoa capital da Paraíba. Cineasta (Cinema Direto Associação Varan – Paris e UFPB, 1981). Estudante do Curso de Antropologia e Ciências Políticas (UFPB) e Licenciada em Teatro e Dança (UFPB). Especialista em Dança (UFPB). Pesquisadora em movimento corporal, formadora em Dançaterapia, criou o método da Dança do Ser, com experiência internacional. Realizou o filme em Super 8 “As Cegas”, pelo qual foi Contemplada com prêmio hors-concours no II Festival Internacional de Cinema de João Pessoa 2024 com o filme “As Cegas”, como reconhecimento por ser a primeira mulher negra no cinema paraibano. Homenagem BENEDITA na DJANIRAS – Mostra de Cinema Feminino 2024.


Thacle Souza
Baiano do Sertão, diretor de fotografia, montador de cinema, realizador e artista visual, residente no Recôncavo da Bahia. Pensador de imaginários negros, suas fricções em distintas mídias e fabricação de novas memórias. Graduado em Cinema e Audiovisual pela UFRB, em Cachoeira. É co-fundador da ladeiraloop, produtora e estúdio de arte, produção e pós-produção de cinema, e do selo pequenas embarcações, com enfoque em pesquisa, curadoria, criação, difusão e formação com crianças, jovens e comunidades negras. Aberto às experiências, aborda a linguagem como processo de afeto e escrita de narrativas plurais; em corpo, história e território. Integrou as equipes de Direção de Fotografia e Pós-produção de longas premiados nacional e internacionalmente, a exemplo de Café com Canela (2017) e Ilha (2018), além de curtas-metragens, clipes e outros formatos. Noutras vias, opera com tecnologias criativas livres, visuais, para instalações e laboratórios audiovisuais e facilitou oficinas de audiovisual e arte e tecnologia, com ênfase em escolas públicas e regiões periféricas.
Participação de Anti RIbeiro e Antônia Ágape com mediação de Thacle de Souza
Roda de Conversa “Performance, Negritude e Além”
Estação Ferroviária de Cachoeira
10:00h
13/06


Everlane Moraes
Everlane é formada pela Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba (EICTV, Cuba). Membra do Center Frame’s Core Community (Reino Unido) da APAN – Associação de Profissionais Audiovisuais Negros (BR). Integra a Rede de Talentos no Projeto Paradiso (BR). É fundadora da produtora Pàttàki Audiovisual. Recentemente co-dirigiu a série Histórias Impossíveis na Rede Globo (2023).


Danrlei de Oliveira
Danrlei de Oliveira Moreira, formado no Bacharelado em Ciências Sociais e Mestre em Ciências Sociais na UFRB; Faz oficinas de Rap e de Rima com um projeto chamado RapLab; é MC e produtor cultural. É cria da rua do brega, daí o vulgo “Breguede”. Atua no grupo de pesquisa Territorialidade, Patrimônio e Violência no Recôncavo da Bahia, coordenado e orientado pelo professor Osmundo Pinho.


Jamile Cazumbá
É artista do corpo e da palavra, que transita pelas artes visuais, cênicas, cinema e literatura. Desde 2019, dedica-se a uma pesquisa que nomeia de ritual-recital-performático, uma abordagem multilinguagem que investiga as memórias inscritas nos corpos de pessoas negras e suas interseções com as expressões visuais. Jamile é estudante de Museologia (UFRB), é fundadora e coordenadora do Instituto Práticas Desobedientes e integrante do Coletivo Angela Davis.
Participação de Anastácia Flora e Ana Carvalho, mediação de Fábio Rodrigues
Roda de Conversa “Rituais dos arquivos: percorrendo acervos e álbuns”
Estação Ferroviária de Cachoeira
10:00h
14/06


Anastácia Flora
Natural de São Félix, Recôncavo da Bahia. É fotógrafa, Mestra em Estudos Étnicos e Africanos(UFBA) e pesquisadora da imagem. Seu trabalho tem coomo objetivo apresentar novas narrativas visuais e reflexões sobre as produções imagéticas. Seu olhar é atravessado por sua vivência no Recôncavo da Bahia e dialoga com temas como diáspora negra e confabulações visuais.


Ana Carvalho
Ana Carvalho é artista, cineasta, educadora popular e técnica em agroecologia. Há mais de 20 anos trabalha junto a povos indígenas e comunidades tradicionais no desenvolvimento de projetos culturais e de criação artística compartilhada nos campos das artes visuais, cinema e agroecologia. Integra o corpo de colaboradores do Vídeo nas Aldeias, organização que apoia as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais por meio de recursos audiovisuais. É membro do coletivo Filmes de Quintal, trabalhando em pesquisas e na curadoria do forumdoc.bh. Investiga as relações entre memória, território, comunidades de cuidado e a convivência entre os seres humanos e mais que humanos. Dedica-se à criação de uma poética da regeneração, atravessada pela escrita, vídeo, fotografia, desenho, intervenção, plantio e outras linguagens. Vive e trabalha em Pernambuco.


Fábio Rodrigues
Atua em curadorias, montagem, pesquisa e crítica de cinema. Doutorando em Comunicação na UFMG, é mestre pela mesma Universidade. Baiano, graduou-se na UFRB. Atualmente, está na coordenação do Cinema do Dragão, em Fortaleza/CE, sendo responsável também pela programação das salas. Compôs a comissão de seleção de festivais e mostras como CachoeiraDoc, FestCurtasBH, Goiânia Mostra Curtas, Festival Internacional do Audiovisual Negro, entre outros. Em 2025, é curador da Retrospectiva Grande Othelo: Intérprete do Brasil. Realizou os filmes “Tudo que é apertado rasga” e “Não vim no mundo pra ser pedra”. É membro do grupo Poéticas da Experiência.. Atua também como cartazista de filmes e cineclubista.







